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L excessive Oráculo - A partida O esquecimento: 1-brilha no olho direito de um gato 2-ruína escorrida aos pés de um poste 3-medra na coroa arranjada para tempos idos
de xadrez - Primeiro movimento - o peão avança duas casas defronte de sua rainha 1-a ilha do retorno lateja de barcos 2-todos estão lá, embora se impacientem comigo 3-a rainha está tão empenhada em obter discórdia que esbarra em seu único espelho, trincando as bordas 4-o peão é intuitivo e útil e a rainha não deve subestimar sua audição
de barco -Cavuco o mapa enrolado na garrafa, trata-se de uma preciosidade, pois encontro promessas na ossatura do mar: era o redemoinho o que cegava/ a oeste, grutas/ montanhas submersas estão muito próximas/ depois do acasalamento das baleias, virão os meses mais frios -O pescador me leva. O pescador é como uma bússola metálica e seu corpo é percorrido por ventos e arcadas de estrelas. Não diz nada: está completamente tomado pela noite
da voz 1-a rainha preencheu a cavidade onde mora a voz do pescador com sal 2-povos antigos fazem preces esperando o salvador
do passado -Existe uma chance de abortar a ilha: o presente está de passagem e é correndo, já ofegante que bato a porta e me deito em sua pele quente e acolhedora (ou nem tanto) 1-chove a cântaros sobre a palavra adeus, e ela cheira a pano de chão 2-fecho as mãos em concha para limitar a luz, a fim de que eu possa penetrá-la Escrito por izabel xarru às 10h50 [ ] [ envie esta mensagem ] As aleluias Quando te conheci era a época das aleluias e parecia que cada pessoa, cada rosto fazia seu baile ao redor da luz
Eu colhia em sua blusa restos cintilantes, pequenas noites francesas que amanhecem feito perfume no ar
As aleluias desciam, uma a uma, tal estrelas cadentes prenhas de vida que se desenha
A cada queda, um pedido atendido. O mundo tinha cores mais fortes, você me apertava e abraçava bem-bom
Subiam por sua pele todos os animais A gente se encostava, se lambia e ria Você contando histórias em disparada, com fome de meus segredos, me divertindo, encantando
Nossa alegria quase chorava! Ela, que entrava invisível por todas as frestas, principalmente a partir das seis da tarde, quando era a saudade, e apressada, festiva, vinha enfeitar nosso corpo de febres
Eu, casa iluminada por sóis maduros. E quando você dizia, a sério, sentir-se pleno, feliz, ficava meio tonta: 'feliz natal!', e nem era neve; 'feliz aniversário!', sem notar tão distantes as cidades, nossa coragem e o mês de fevereiro. Só sabia que eram dias de aleluias. E o seu quarto era crescente samba. Escrito por izabel xarru às 11h36 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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